E Deus se lembrou de Noé. Deus se lembrou de cada bichinho dentro da arca. Um vento passou devagar por cima das águas. E a chuva parou. De repente, tudo ficou quieto. Nenhum plic. Nenhum ploc. Só a água, bem devagar, lá fora.
Noé abriu a janelinha da arca. Soltou um corvo, que voou para longe. Depois soltou uma pomba branca.
A pomba foi. E a pomba voltou. Não havia onde pousar o pezinho. Só água, água, água. Noé estendeu a mão e guardou a pomba de novo.
Passaram sete dias. A arca balançava devagarinho. Então Noé soltou a pomba outra vez.
A pomba foi. E a pomba voltou. No biquinho ela trazia uma folhinha de oliveira, verde e novinha. Noé sorriu. A terra já estava enxugando.
Mais sete dias. A pomba foi. E dessa vez ela não voltou mais. Tinha achado um lugar para morar.
Então a porta grande se abriu. Os bichos saíram devagar, uma família de cada vez. E no céu apareceu um arco de muitas cores. Era o sinal de Deus, um presente de paz.
O arco brilhava baixinho sobre o mundo lavado. Xiu. Agora é hora de dormir. Boa noite, pequenino.



