A Páscoa de Jesus - Parte 1: A Crucificação
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A Páscoa de Jesus - Parte 1: A Crucificação

por Bíblia Sagrada

Idades 10-12
9 min de leitura

Conteúdo Sensível

Esta história conta a crucificação de Jesus, um acontecimento difícil, mas central para a fé cristã. Ela é narrada com calma e cuidado, sem detalhes assustadores, com o olhar voltado para o amor de Jesus.

Jesus sabia que Seu tempo na terra estava chegando ao fim. Ele havia vindo para uma missão: salvar a humanidade do pecado. E agora chegava o momento de completá-la.

Na noite antes de morrer, Jesus estava com Seus discípulos, celebrando a Páscoa judaica. Foi nessa noite que Ele instituiu algo novo e maravilhoso: a Eucaristia.

Jesus tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e deu aos discípulos, dizendo:

Tomai, comei; isto é o meu corpo.

— Mateus 26:26

Depois tomou o cálice de vinho e disse:

Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados.

— Mateus 26:28

Jesus estava dizendo que Seu corpo seria entregue e Seu sangue derramado. Ele ia morrer por nós.

Depois da ceia, Jesus foi com os discípulos ao Jardim do Getsêmani para orar. Ele sabia o que estava para acontecer, e sentia uma angústia profunda. Orou ao Pai:

Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice. Todavia, não seja como eu quero, mas sim como tu queres.

— Mateus 26:39

Jesus não queria sofrer. Ele era humano e sentia medo e angústia como nós. Mas escolheu obedecer ao Pai, custasse o que custasse. A angústia era tão grande que Seu suor se tornou como gotas de sangue caindo no chão. Os discípulos, cansados, dormiam, e Jesus orava sozinho na noite.

Enquanto Jesus ainda orava, chegou Judas Iscariotes, um dos doze discípulos, trazendo uma multidão com espadas e paus. Judas havia traído Jesus por trinta moedas de prata e combinado um sinal com os soldados: aquele a quem ele beijasse, esse deveriam prender.

Judas se aproximou de Jesus, disse "Salve, Mestre" e O beijou. Um beijo de traição.

— Judas — disse Jesus —, com um beijo você entrega o Filho do Homem?

Então prenderam Jesus. Pedro tentou defendê-Lo com uma espada, mas Jesus o mandou guardá-la. Ele não queria violência; entregava-se por vontade própria.

Pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele não me daria mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se cumpririam as Escrituras?

— Mateus 26:53-54

Levaram Jesus primeiro a Anás, depois a Caifás, o sumo sacerdote, onde O acusaram falsamente.

— Você é o Cristo, o Filho de Deus? — perguntou Caifás.

— Eu sou — respondeu Jesus.

Caifás rasgou as próprias vestes e gritou que aquilo era blasfêmia. Condenaram Jesus à morte por dizer a verdade: que Ele era o Filho de Deus. Cuspiram nEle, bateram nEle, zombaram dEle. O Filho de Deus foi humilhado e maltratado, e suportou tudo em silêncio.

Enquanto isso, no pátio, Pedro, que havia jurado nunca abandonar Jesus, negou conhecê-Lo três vezes, com medo. Quando percebeu o que havia feito, saiu e chorou amargamente.

De manhã, levaram Jesus a Pilatos, o governador romano, porque só os romanos podiam condenar alguém à morte.

Pilatos interrogou Jesus e não encontrou crime nenhum. Disse à multidão que não achava nEle culpa alguma. Mas os líderes religiosos incitaram o povo a gritar: "Crucifica-o!" Pilatos tentou soltar Jesus, mas a multidão não quis. Com medo de uma revolta, ele mandou açoitar Jesus e depois O entregou para ser crucificado.

Os soldados zombaram de Jesus. Vestiram nEle um manto vermelho, puseram em Sua cabeça uma coroa feita de espinhos e diziam, rindo: "Salve, rei dos judeus."

Fizeram Jesus carregar a própria cruz até um lugar chamado Gólgota, que significa "lugar da caveira". Enfraquecido, Jesus caiu sob o peso da cruz, e os soldados obrigaram um homem chamado Simão de Cirene a ajudá-Lo.

Mulheres de Jerusalém choravam por Ele. Jesus se voltou e disse:

— Filhas de Jerusalém, não chorem por mim. Chorem por vocês e por seus filhos.

Chegaram ao Gólgota, e ali crucificaram Jesus entre dois ladrões, um de cada lado. Enquanto O pregavam na cruz, Ele orou:

Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.

— Lucas 23:34

Mesmo sofrendo, Jesus orava pelos que O machucavam. Que amor extraordinário.

Na cruz, colocaram acima da cabeça de Jesus uma placa: "Jesus Nazareno, Rei dos Judeus". As pessoas que passavam zombavam, dizendo que Ele havia salvado os outros e não podia salvar a Si mesmo.

Um dos ladrões também zombou, mas o outro defendeu Jesus e pediu, com humildade:

— Senhor, lembre-se de mim quando estiver no seu Reino.

Jesus respondeu:

Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso.

— Lucas 23:43

Mesmo na cruz, Jesus continuava salvando.

Perto dali estavam Maria, a mãe de Jesus, e João, o discípulo amado. Jesus disse a Maria: "Mulher, eis aí o teu filho", e a João: "Eis aí a tua mãe". Até o fim, Ele cuidava de Sua mãe.

Do meio-dia até as três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra, como se a própria natureza estivesse de luto. Perto das três horas, Jesus clamou em alta voz:

Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?

— Mateus 27:46

Eram as palavras de um salmo antigo, o Salmo 22. Jesus rezava no meio da dor, carregando sobre Si todo o peso dos nossos pecados.

Depois disse: "Tenho sede", e deram-Lhe vinagre. Então disse: "Está consumado". Sua missão estava completa. E, por fim, com voz forte, clamou:

Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.

— Lucas 23:46

E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. Jesus morreu.

Naquele momento, o véu do Templo, a cortina grossa que separava o lugar mais sagrado de todos, rasgou-se de alto a baixo. O caminho para Deus estava aberto para todos. A terra tremeu, e as rochas se partiram.

O centurião romano que guardava a cruz, vendo tudo aquilo, exclamou:

Verdadeiramente este era o Filho de Deus!

— Mateus 27:54

Um homem bom chamado José de Arimateia pediu a Pilatos o corpo de Jesus. Com Nicodemos, ele desceu Jesus da cruz, envolveu Seu corpo em lençóis de linho com perfumes e o colocou num sepulcro novo, cavado na rocha. Depois rolaram uma grande pedra na entrada.

Ali ficou o corpo de Jesus, em silêncio. Os discípulos estavam desolados. Seu Mestre estava morto, e todas as esperanças pareciam ter morrido com Ele.

Mas esta não era o fim da história.

A crucificação de Jesus é a história mais triste, mas também a mais importante. Jesus amou tanto o mundo que entregou a própria vida para nos salvar. Ele poderia ter descido da cruz, mas não desceu, porque nos amava demais para nos deixar perdidos.

❤️ ✝️ ❤️

Reflexão

Jesus morreu na cruz por amor a nós. Ele se entregou para nos salvar. Não há amor maior do que este: dar a vida pelos amigos.

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