Depois da crucificação de Jesus, os discípulos estavam escondidos, tristes e com medo. Seu Mestre estava morto, e todas as esperanças pareciam ter acabado.
As mulheres que seguiam Jesus também estavam de luto. No sábado, descansaram, como mandava a lei judaica. Mas, assim que o sábado terminou, começaram a preparar perfumes e especiarias para ungir o corpo de Jesus.
No primeiro dia da semana, bem cedinho, quando ainda estava escuro, Maria Madalena e as outras mulheres foram ao sepulcro levando o que haviam preparado. Pelo caminho, elas se perguntavam quem removeria para elas a pedra da entrada, que era muito grande e pesada.
Mas quando chegaram e olharam, viram que a pedra, aquela pedra enorme, já havia sido removida.
Tinha acontecido um grande tremor de terra. Um anjo do Senhor havia descido do céu, removido a pedra e se assentado sobre ela. Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes, brancas como a neve. Os guardas que vigiavam o sepulcro tremeram de pavor e ficaram como mortos.
O anjo, porém, disse às mulheres:
Jesus não estava lá. O túmulo estava vazio.
As mulheres entraram no sepulcro e viram os lençóis de linho em que o corpo de Jesus havia sido envolvido, mas o corpo não estava ali. Enquanto elas tentavam entender, viram dois homens com vestes resplandecentes. Eram anjos, e as mulheres se inclinaram até o chão, com medo. Mas os anjos disseram:
Então elas se lembraram das palavras de Jesus. Ele havia dito que ressuscitaria no terceiro dia.
Os anjos mandaram que elas fossem depressa contar aos discípulos. As mulheres saíram correndo do sepulcro, com medo e, ao mesmo tempo, com uma alegria enorme. Jesus estava vivo.
Enquanto corriam, de repente, Jesus apareceu diante delas e as saudou. As mulheres se aproximaram, abraçaram Seus pés e O adoraram. Jesus disse a elas:
Maria Madalena e as outras foram correndo contar aos discípulos que tinham visto o Senhor vivo.
Quando Pedro e João ouviram que o túmulo estava vazio, correram até lá. João era mais rápido e chegou primeiro; olhou para dentro e viu os lençóis de linho, mas não entrou. Pedro chegou logo depois e entrou no sepulcro. Viu os lençóis e também o pano que estivera sobre a cabeça de Jesus, dobrado num lugar à parte.
Então João também entrou. Ele viu e creu. Até aquele momento, eles ainda não haviam entendido a Escritura, que dizia que Jesus devia ressuscitar dos mortos. Mas agora o túmulo estava vazio, e tudo começava a fazer sentido.
Naquela mesma tarde, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, conversando tristemente sobre tudo o que havia acontecido. Enquanto conversavam, Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles, mas os olhos deles estavam impedidos de reconhecê-Lo.
— Sobre o que vocês vêm conversando pelo caminho? — perguntou Jesus.
Eles pararam, com o rosto triste, e um deles, chamado Cléofas, respondeu:
— Você é o único visitante em Jerusalém que não sabe o que aconteceu nestes dias?
E contaram sobre Jesus de Nazaré: como havia sido crucificado, como eles esperavam que Ele fosse o salvador de Israel, e como, naquela manhã, algumas mulheres diziam que Ele estava vivo.
Então Jesus lhes explicou que era necessário que o Cristo sofresse tudo aquilo para entrar na sua glória. E, começando por Moisés e passando por todos os profetas, foi mostrando tudo o que as Escrituras diziam a respeito dEle.
Quando chegaram perto da aldeia, Jesus fez como quem ia mais adiante, mas eles insistiram:
— Fique conosco, porque já é tarde.
Jesus entrou para ficar com eles. Quando estavam à mesa, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes deu.
Era Jesus, vivo. E, no mesmo instante, Ele desapareceu da vista deles.
Os dois disseram um ao outro que o coração deles ardia enquanto Jesus falava pelo caminho e explicava as Escrituras. Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém, onde encontraram os onze apóstolos reunidos e contaram como haviam reconhecido Jesus ao partir do pão.
Naquela mesma noite, os discípulos estavam reunidos com as portas trancadas, por medo. De repente, Jesus apareceu no meio deles e disse:
Os discípulos se assustaram, pensando que viam um espírito. Mas Jesus lhes mostrou as mãos e os pés, com as marcas dos cravos, e o lado, e disse que um espírito não tem carne nem ossos. Os discípulos se encheram de alegria ao ver o Senhor.
Jesus soprou sobre eles e disse:
Tomé, um dos doze, não estava com eles naquela noite. Quando os outros contaram que tinham visto o Senhor, ele respondeu:
— Se eu não vir nas mãos dele o sinal dos cravos, e não puser o meu dedo onde estavam os cravos, e a minha mão no lado dele, não vou acreditar.
Oito dias depois, os discípulos estavam reunidos de novo, e dessa vez Tomé estava com eles. As portas estavam trancadas. Jesus apareceu, desejou-lhes a paz e disse a Tomé:
— Ponha aqui o seu dedo e veja as minhas mãos. Estenda a sua mão e toque o meu lado. Não seja incrédulo, mas creia.
Tomé respondeu:
E Jesus disse que felizes são os que creem sem ter visto.
Durante quarenta dias, Jesus apareceu muitas vezes aos discípulos. Comeu com eles, ensinou-os e os preparou para a missão que viria. Certa vez, apareceu a mais de quinhentas pessoas ao mesmo tempo. Ele mostrou que estava vivo de verdade: não era um fantasma, tinha corpo real, podia comer e ser tocado. Mas era também um corpo glorioso e transformado, que podia aparecer e desaparecer, entrar com as portas trancadas. Era o mesmo Jesus, ressuscitado e glorificado.
A ressurreição é o centro da nossa fé. Ela mostra que Jesus é mesmo o Filho de Deus, que a morte não teve poder sobre Ele e que os nossos pecados podem ser perdoados. E mostra ainda mais: como Jesus ressuscitou, todos os que creem nEle também ressuscitarão um dia. Por mais difíceis que as coisas pareçam, a vida vence a morte, e a luz vence as trevas.
A ressurreição de Jesus é a melhor notícia de todas, e é por isso que celebramos a Páscoa com tanta alegria. Cristo ressuscitou! Ressuscitou de verdade. E, porque Ele vive, nós também viveremos.
Reflexão



